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12
nov
2016

A vida inteira a gente vê a criação do filho dos outros e aponta tudo aquilo que não quer que nosso futuro e imaginário filho faça. Na verdade, a gente tem certeza que ele não vai fazer, afinal, será ‘bem educado’. Bom, desculpe, caro leitor, por acabar com a sua fantasia. O seu filho vai fazer uma ou várias das coisas que você já rotulou como falta de educação. E não vai fazer só dentro de casa, não. Vai fazer na rua, na frente de seus amigos e colegas e você vai morrer de vergonha. Então aceite isso que é mais fácil, menos doloroso.

Uma das coisas mais horríveis que eu sempre achei é criança batendo nos pais. Aliás, essa era uma daquelas situações que eu bradava alto: “filho meu não bate em mim”. Pois é, mas ele bateu. E não foi uma só vez e estou quase certa de que não será a última. O Bento tem 1 ano e 4 meses e esse é um dado muito importante para o tema bater. Isso porque com essa idade a criança não sabe administrar e expressar bem suas emoções, então, muitas vezes, a frustração vira um tapa, uma mordida ou um esperneio, e isso é normal.

Mas o que fazer nesses casos? Bom, conversei com amigos com filhos maiores e li artigos de psicólogos e dois ensinamentos são praticamente unânimes: temos que responder ao ato com firmeza e não podemos ser violentos.

Nosso modo de lidar com o assunto deve ser diferente quando se tratar de um comportamento pontual ou de uma crise de raiva. Quando a criança bater, devemos mostrar nosso descontentamento, falando em um tom sério (nunca devemos rir), e dizer que não é certo bater (e aqui alguns optam por mostrar que machuca e encenam choro), contendo o bracinho (sem machucar ou ser violento). Temos que tentar entender o motivo do tapa (do Bento é sempre por frustração ou cansaço) e ajudá-la a dar nome e entender seus sentimentos. Nos eventos de crise de raiva, o melhor é ser energético e dizer que não pode e conter o bracinho ou, se não for possível fazer isso sem machucar a criança, manter-se afastado o suficiente para não ‘entrar na linha de tiro’. Apenas depois de a criança ficar calma é que devemos conversar com ela. Sob hipótese alguma devemos bater, pois isso só confunde a criança: ela, quando irritada, não pode bater, mas você sim. Não é coerente e não é bacana (e vários estudos apontam que isso não traz resultado efetivo).

Ainda estou nessa luta, mas tenho fé de que é uma fase que vai melhorar quando ele começar a conseguir verbalizar as emoções (e estou tentando ajudá-lo a dar nomes ao que ele sente) e quando entender que não é aceitável bater. Até lá, é um exercício diário de falar mil vezes a mesma coisa e de MUITA paciência (aliás, a maternidade praticamente se resume a isso).

trinta-e-poucos-maternidade-um-tapinha-nao-doi

E você, já passou ou está passando por isso? Se quiser, divida aqui comigo para eu não me sentir o único ET da face da terra...

Comentários: 2

    • Ka Alvera comentou em

      Nossaaa, agora sim, texto aprovado por um profissional 🙂 Também achei que a Mari arrasou na forma como dividiu a questão. Beijão, Dani!!

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