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05
abr
2016

Mais um livro pra conta!! Sigo firme tentando manter a média de um livro por semana. O desafio tem como objetivo o destralhamento da minha casa. Óbvio que absorver o conhecimento, história de cada um deles também é importante. E o livro da semana tem tudo a ver com as coisas que eu venho buscando na vida. Em Manual de Limpeza de um Monge Budista (Planeta; 2015; 176p) o monge Keisuke Matsumoto vai te ensinar como cuidar da casa pode ajudar a viver melhor.

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Eu sempre recorri à faxina / organização em dias de tristeza intuitivamente. Arrumava o armário, uma gaveta. E sempre funcionou, eu terminava com o coração mais leve. O monge Keisuke começa o livro contando que para os budistas e os orientais, a limpeza vai além do físico, ela é um aperfeiçoamento espiritual. Entre outras dicas, ele fala do melhor horário para limpeza da casa, para organizá-la, a importância da constância mesmo que o tempo disponível seja escasso e como os laços familiares poderão ser aprofundados através da faxina.

Nesse último ano pude passar bastante tempo em casa e uma das coisas que eu incluí na minha rotina foi cuidar dela. Parece uma coisa boba, mas não é. Especialmente no Brasil, temos uma tendência a terceirizar os cuidados com a casa. Nós, inclusive, temos uma pessoa que nos ajuda duas vezes por mês, mas eu sinto que o toque e a preocupação dos donos mudam o ambiente. E foi isso que eu pude experimentar na prática. Criei uma rotina de cuidados além do trabalho que é realizado pela pessoa que nos ajuda. E isso tornou a minha casa mais minha. Passei a saber quais as partes da casa precisavam de maiores cuidados. Cortinas e blackouts foram incluídos na rotina de limpeza e eu pude sentir a melhora da minha saúde, uma vez que sofro de rinite. Além disso, o destralhamento virou uma rotina. Ficaram claros os objetos que não nos são úteis e passamos a ter a sensação que precisamos de menos itens em casa. Pela leveza do ambiente, da vida e pela facilidade pra limpar.

Esse contato que a faxina e a organização nos proporcionam nos leva para outro ponto que Keisuke aborda no livro, a gratidão. Além da gratidão óbvia que costumamos ter, pela saúde, família, vida, ele fala da importância da gratidão pelas coisas materiais que possuímos. Além de agradecermos pela presença desses itens em nossa vida, outra forma de gratidão é reconhecer quando eles não nos são mais úteis e lembrar que eles poderão ser úteis para outras pessoas. 

O começo e o final do livro contém mensagens muito bacanas. No entanto, o meio do Manual de Limpeza de um Monge Budista é composto de dicas para limpeza de cada cômodo da casa e do o corpo. Seria interessante se essa parte não tivesse referências demasiadas à cultura oriental, que não poderão ser aplicadas na maior parte das casas brasileiras. O livro é uma leitura leve e rápida, mas acredito que só vá agradar aos admiradores da cultura oriental (eu sou uma) e àqueles que buscam melhorar nos quesitos organização e limpeza. Se você se encaixa em um desses grupos, compre. 

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