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25
set
2015

Passei um tempo sem assistir filmes. O fenômeno Masterchef me pegou de jeito na segunda temporada e eu aproveitei pra assistir à primeira inteira. Isso ocupou boa parte do meu tempo livre. Terminada a primeira temporada e assistindo à segunda apenas às terças, voltei a ver uns filminhos. Dos que eu vou falar aqui, dois são muito bons e um tá na categoria “dá pro gasto”. Vamos a eles:

Que Horas Ela Volta?

Sinopse: A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.

Não sou fã do Esquenta, programa que a Regina Casé apresenta na TV Globo aos domingos. Na verdade, a última vez que curti muito alguma coisa que ela fez foi na época do programa Muvuca, no final de década de 90. Bom, o fato é que ela arrasa nesse filme. Verdadeira e absurdamente carismática, saí do cinema com vontade de abraçá-la! Camila Márdila, que interpreta a Jéssica, também está maravilhosa. É dela a melhor frase do filme: "Eu não acho que sou melhor que eles, só não sou pior", se referindo a maneira como se comportava na casa dos patrões da mãe. Ah, quase esqueci de falar que as duas atrizes ganharam o Prêmio Especial do Juri na categoria de interpretação de cinema mundial no Festival de Sundance 2015.

O tema é polêmico e muito atual, condições de trabalho das empregadas domésticas. Poderíamos passar horas discutindo esse assunto, as opiniões seriam diversas e acredito que todas sejam coerentes com a realidade do país. Se a gente for discutir os direitos trabalhistas dessas profissionais, acho que os avanços e leis mais recentes, ainda que tardias, são justíssimas. Elas trabalham muitas horas por dia (do café ao jantar) e têm que ganhar horas extras, sim. Em relação ao tratamento, sempre achei muito estranho ter alguém trabalhando na minha casa, nunca curti. Todas as vezes que a minha família teve alguém trabalhando direto em casa, essa pessoa comia tudo o que todo mundo de casa comia. Me parece o mais lógico. Tenho horror a separação de comida. É humilhante, bizarro. E ainda tem a discussão das empregadas criando os filhos das patroas. Sempre me pergunto de que adianta ter um filho, se é pra outra pessoa cuidar. Só que eu não tenho filho, qualquer opinião que eu der vai ser na base do "achômetro". Ter alguém pra dar uma mão, porque você trabalha demais, ok. Só que deixar a outra pessoa cuidar a ponto de ter mais intimidade com a criança do que os pais, pra mim não rola. Filme sensacional, que faz pensar demais! Em plena quinta-feira, a sala de cinema estava lotada. Merecido!

Sete Dias Sem Fim

Sinopse: Os membros de uma família judia nunca realmente seguiram as tradições religiosas, mas quando o pai morre, os quatro filhos, que não se encontravam há décadas, aceitam fazer a cerimônia do Shivah juntos, passando uma semana inteira dentro da mesma casa e trazendo à tona os problemas familiares.

Aluguei esse filme no NOW cheia de medo, já que ele conta com um elenco estrelado. Quando isso acontece, geralmente os estúdios economizam no roteiro e a história fica fraca. Não é o caso desse filme. Jane Fonda, Jason Bateman e Tina Fey são algumas das estrelas dessa comédia meio drama. O começo do filme lembra o início de Elizabethtown (filme que eu amo demais!), o cara perde a mulher, o emprego e recebe a notícia que o pai morreu, fato que o leva de volta a sua cidade natal. O tema luto e recomeço caíram como uma luva pro meu momento, perdi a minha avó no último dia 29 e assisti a esse filme no dia do seu enterro. O que poderia ter sido uma péssima escolha, se revelou um filme leve, com uma mensagem de esperança. A Jane Fonda está lindíssima, assim com a Tina Fey. Os atores estão incríveis no filme. Não é um drama que vai te fazer chorar, mas também não é uma comédia pra gargalhar. Recomendo muito!

O Garoto da Casa ao Lado

Sinopse: Após ser traída pelo marido, a professora Claire Peterson (Jennifer Lopez) está em vias de se divorciar. Ela vive sozinha com o filho adolescente, até perceber que um jovem acaba de se mudar para a casa ao lado. O sedutor Noah Sandborn (Ryan Guzman) rapidamente oferece ajuda nas tarefas da casa e se torna o melhor amigo do filho de Claire. Aos poucos, o vizinho passa a seduzi-la, levando a uma noite de amor entre os dois. No dia seguinte, a professora está decidida que tudo foi apenas um erro, mas Noah não pretende abandoná-la tão cedo. O caso de amor torna-se uma perigosa obsessão.

Tava morrendo de saudade de assistir a um filme de suspense e fiquei bem animada quando vi esse filme da Jennifer Lopez disponível no NOW. Achei o filme divertido, mas tá longe de ser um suspense de primeira. Caso você decida ver, preciso te preparar pra alguns momentos de raiva no coração. Sim, ela é daquelas que está fugindo e ao invés de sair da casa pra buscar ajuda, sobe as escadas. Se a ideia era deixar o público com raiva, nota 10! São muitas as oportunidades dela tentar fugir do perigo, mas ela vai perder to-das. Ah, tenho que te preparar pra uma giletada que vai doer, Jennifer Lopez aparece de lingerie e está absolutamente deslumbrante, do alto dos seus 46 anos. Outra giletada dolorida, o John Corbett (o eterno Aidam, de Sex and the City) também atua nesse filme. E, gente, o tempo passou pra ele. Eu sei, eu sei, tá passando pra mim, pra você... Ai, mas deu uma dor no coração, ele tava tão incrível na série...

E aí, vocês já viram algum desses filmes? Curtiram? Que tal me indicarem filmes?

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