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26
ago
2015

Já faz pouco mais de dois meses que apliquei o método Konmari para organizar o meu guarda-roupa. Achei que agora seria um bom momento para dividir com vocês algumas impressões desse período pós-aplicação. O objetivo do método, criado por Marie Kondo e detalhado no livro cuja resenha eu já publiquei aqui, é maior do que apenas organizar a casa. Através da aplicação do método, ela afirma que a grande mudança realizada no ambiente vai te ajudar a modificar outros aspectos da sua vida.

Bom, não sei se senti todo esse efeito. Talvez isso não tenha acontecido por eu não ter seguido uma das regras do Konmari, que é aplicar o método em todas as suas coisas em um só dia. Realmente não consigo compreender como ela consegue fazer isso. Levei doze horas só com as minhas roupas (pra quem não acompanhou a aplicação, clique aqui). Sentir a tal da alegria que a peça deveria despertar em mim levou tempo, terminei o dia exausta. Fora que esse dia gerou oito sacolas grandes, com cerca de 250 peças! Fiquei tentando imaginar o que teria acontecido com a minha sala caso eu tivesse aplicado em todas as minhas coisas...

Depois da aplicação do método e da organização, você ainda precisa se desfazer das peças que não despertaram a tal da alegria. Pra mim pelo menos, isso não uma questão que deu pra resolver de um dia pro outro. Primeiro eu fiz uma triagem. Como o critério que definiu o que iria embora não foi desgaste nem tempo sem usar a peça, havia muitos itens novos (até com etiqueta!) nessas sacolas. Esses itens, que representavam 1/5 do total de peças, foram colocados a venda na minha lojinha do Enjoei. Dos 4/5 restantes, 2 foram pra pessoa que nos ajuda aqui e casa e os 2/5 restantes uma amiga levou para o projeto social em que ela atua como voluntária.

Outra coisa importante de dizer em relação à aplicação do método Konmari é que eu sinto dificuldades em comprar após todo esse trabalho. Toda vez que me vejo tentada a levar alguma coisa pra casa, penso logo no armário abarrotado que eu tinha. Imagino como seria desgastante fazer tudo novamente e, na maioria das vezes, desisto. Como forma de me ajudar a filtrar desejos passageiros de coisas que realmente vão fazer a diferença no meu armário, adotei uma técnica: eu experimento a peça, fotografo e vou pra casa. Olho as opções de peças para combinar e dou um tempo, pra ver se a peça me marcou mesmo. Na maioria das vezes, esqueço o que experimentei. Quando a vontade fica aqui insistindo, volto e compro.

Uma pergunta frequente que me fazem é se eu não sinto falta de nada. Acreditem, além de não ter sentido falta de nenhuma peça, não sinto mais aquela sensação de não ter roupa. Como as peças que restaram estão todas visíveis, ficou bem mais fácil e rápido me vestir.  Sempre soube que tinha muito mais roupa do que eu precisava. Mas esse processo de organização e desapego comprovou isso. Ah, e ficou claro aquilo que eu preciso comprar. Por exemplo, não tinha um vestido curto para festas mais chiques. Passei a focar em encontrar um. Ver que me desfiz de várias peças novas e semi-novas me fez identificar padrões de consumo. Descobri que não sou muito boa em liquidações e em compras na Forever 21. Redobrei a minha atenção nos dois casos.

Por último, o livro afirma que as suas coisas não ficarão mais bagunçadas após a aplicação do método Konmari. O fato de você conseguir definir um lugar para cada coisa ajuda muito. Passei a desfazer a bolsa cada vez que chego em casa e parei de acumular bolsas usadas no pufe da sala. Mas não funcionou muito com a minha gaveta de lingerie e com a de roupas de academia. Segui até a técnica para dobrar as peças, mas nesses dois casos eu não fiquei muito feliz com o resultado, não. Essas duas gavetas voltaram a ficar um pouco bagunçadas. Mesmo assim, logo que eu vender a última peça de roupa, pretendo seguir com o método nas outras categorias.

E aí, gente, alguém leu o livro e aplicou a técnica? O que acharam?

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