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15
jul
2015

Conheci o autor John Green através do fenômeno A Culpa é das Estrelas, que conta a história de amor de dois adolescentes que têm câncer. Apesar do tanto que eu chorei com o livro e o filme, adorei ambos. Ele escreve de uma maneira simples e envolvente, achei o livro um daqueles que a gente só para quando acaba, gostoso demais de ler. Achei que a adaptação para o cinema muito fiel ao livro e a escolha dos atores foi incrível, Shailene Woodley encanta como Hazel Grace e não há como não se apaixonar pelo Ansel Elgort, adorável como Augustus Waters.

Quando começaram a pipocar as primeiras notícias sobre a adaptação deCidades de Papel, livro desse mesmo autor (Editora Intrínseca, 2013) , olhei para a minha estante e ele estava lá. Ganhei de presente e ainda não tinha lido. Só embarquei nessa leitura na semana passada e levei apenas três dias para devorar as suas trezentas e sessenta e oito páginas. Leitura agradável, esse romance de aventura adolescente não me deixou tão envolvida quanto oA Culpa é das Estrelas, mas me fez ter saudade dessa fase onde a gente para e vê a vida todinha pela frente, com o coração cheio de medos, coragem, certezas, dúvidas e sonhos, tudo ao mesmo tempo.

Hoje eu fui assistir ao filme. Sabe quando você faz um programa que não é pra sua idade? Rolou comigo hoje. Esqueci que estamos em pleno período de férias escolares e me joguei numa sessão que estava cheinha de adolescentes. Sim, eles conversaram durante todo o filme. Sim, eles aplaudiram no final. Sim, eu me perguntei se eu era assim nessa idade. Pulando essa parte dos hormônios a mil, achei o filme muito bom. Bem diferente dos filmes da minha adolescência, que variavam entre comédia e comédia-romântica. Se você não leu o livro e nem assistiu ao filme, deixa eu te situar, antes de seguir com os comentários:

Sinopse:

A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

Continuando, Cara Delevingne interpreta a misteriosa Margo Roth Spiegelman. É o primeiro papel de destaque da modelo no cinema. E, apesar de não aparecer tanto, impressiona. Ela tem uma presença e tanto em cena, além de ser linda de uma maneira não muito óbvia. Quentin Jacobsen, o outro protagonisma, é vivido por Nat Wolff. O ator participou de A Culpa é das Estrelas, no papel de Isaac, melhor amigo de Augustus Waters. E ele encanta com o seu carisma e naturalidade em cena. Viramos amigos em quinze minutos.

Quem leu o livro, como eu, vai notar que essa adaptação não foi tão fiel quanto a o filme anterior. Vários momentos importantes do filme foram alterados ou ignorados. Senti falta deles. A personagem Margo é menos densa no filme, a sequência da vingança não é reproduzida por completo, alguns personagens não aparecem direito. Além disso, uma das cenas do trailer, na qual Quentin ganha uma minivan dos pais, não aparece no filme. Achei isso bem estranho. No entanto, isso não prejudica em nada o conjunto, o filme é bacana pra todas as idades. Só evite essas sessões vespertinas, caso seja uma jovem senhora de trinta e poucos anos, que deseja ver o filme em paz. Entre o livro e a versão cinematográfica, fico com o filme, o final é bem mais interessante.

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