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09
jun
2015

E lá vem o Saia Justa debater outro tema sobre o qual eu venho refletindo muito : Organização. Semana passada nós falamos de apego/desapego e consumo. O livro dessa semana fala de apego/desapego e organização. Já conhecia a Marie Kondo, criadora do método de organização KonMari, dessa matéria do site do Uol e estava doida pra ler o livro. Só que eu estou numa política de compras zero, principalmente pra livros. Tenho uma pilha enorme me aguardando e não queria acrescentar mais um antes de ler os que já estão aqui em casa. Não aguentei e trapaceei, fiz o Filipe comprar no feriado e li em dois dias.

Marie Kondo – A Mágica da Arrumação (Editora Sextante, 158 páginas, 2011) é um livro  de leitura fácil e agradável. O método KonMari, sobre o qual o livro trata, é extremamente simples, podendo ser resumido em “só mantenha em sua casa as coisas que te trazem alegria”. A diferença desse livro para os demais do tema é o método sugerido para alcançar a organização "ideal". Esqueça as dicas “arrume um pouco a cada dia”, “escolha tudo o que quer descartar”. Marie vai na contramão, recomendando uma arrumação geral da casa em um único dia. E sugere que o seu foco esteja nas coisas que deseja manter. O livro, que foi lançado em 2011, logo depois do Tsunami que devastou o Japão (Marie é japonesa), já vendeu mais de dois milhões de cópias e está em primeiro lugar na lista de Best Sellers do New York Times. Ele ainda levou a autora ao posto de uma das cem pessoas mais influentes do mundo, n0 ranking publicado pela revista “Time”.

Achei a ideia muito interessante, ter somente coisas que nos trazem alegria em casa é um sonho. Mas o livro repete muitos os conteúdos, deu uma sensação de encheção de linguiça do meio pro final. A autora deixava de brincar na hora do recreio quando era criança, para limpar e arrumar os livros da sala de aula e passou boa parte da vida tentando encontrar a fórmula perfeita da organização. Não acredito em perfeição. Só que estou disposta a testar o método. Achei muito bacana a proposta da autora de separar os itens por categorias e não por cômodos. Ela sugere que você reúna todos os itens da mesma categoria que você possui no chão da sua casa, começando pelas roupas. Dessa forma, você terá consciência de tudo o que possui. Outra parte muito interessante, é a diz que cada item que você possui ser manuseado e você deve se perguntar se ele te traz alegria. Todas as peças que receberem um não como resposta deverão ser descartadas e, segundo o livro, devemos agradecer pelo papel que determinado item cumpriu na nossa vida. Outro ponto que me chamou a atenção foi quando ela menciona que as pessoas têm em média 160 partes de cima. Fiquei curiosa e ao mesmo tempo com medo de descobrir que consegui acumular tanta roupa. Pensa só, se dessas partes de cima, pelo menos cem forem blusas, significa que você poderia passar mais de três meses sem repetir nenhuma peça! Ah, não poderia deixar de compartilhar a opinião dela sobre guardar roupas velhas para usar em casa. "Nossos momentos em casa são preciosos e não devem ser menosprezados  apenas porque ninguém vai nos ver", diz Marie.

Escolhi alguns vídeos bacanas, inspirados pelo método KonMari:

Um passo a passo da forma como as blusas e suéteres devem ser dobrados e guardados.

A maneira ideal de dobrar e armazemar os mais diversos tipos de meias:

Sem querer, acabei escolhendo vários vídeos de um mesmo canal do YouTube, o Lavendaire. Todos os vídeos são em inglês, não achei nenhum material bacana em português. Nos dois vídeos acima, as imagens falam por si. Já esse aqui embaixo é todo falado, mas o inglês da Aileen, dona do canal, é muito fácil de entender. Ela consegue dar um ideia geral do conteúdo do livro, em pouco mais de sete minutos.

Agora um vídeo da própria Marie Kondo, ensinando a dobrar e guardar meias e roupas íntimas:

Da mesma maneira em que acredito que temos razões emocionais para consumir, todos os objetos que possuímos têm algum significado emocional para nós.  As pequenas decisões tomadas no processo de descarte te ajudarão a tomar decisões maiores na vida. Vi muitos depoimentos de pessoas que dizem terem mudado as suas vidas com a aplicação do método KonMari em suas casas. Não acredito em milagres. E esse caso não é um, já que a organização de uma casa inteira dá um trabalhão. Desde adolescente, tenho o hábito de arrumar uma gaveta quando estou triste. Acredito que a organização do ambiente tenha reflexos no nosso interior. Fora que essa sessão de desapego vai te fazer confrontar itens antigos e, consequentemente, os momentos ligados a eles. Essa ação vai te levar, no mínimo, a uma grande reflexão. E eu não duvido que possa ser uma forma de superar o passado e olhar pra frente, muito mais leve. Em breve, vou testar aqui em casa. E contarei pra vocês o resultado.

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