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03
maio
2015

No mês de abril eu comemorei duas conquistas: consegui terminar o meu plano semestral da academia ainda ativa e os resultados da minha avaliação física após o primeiro semestre fora da zona do sedentarismo. Os dados mais marcantes foram a redução do meu percentual de gordura corporal (de 30,4% para 26,5%), o meu nível de flexibilidade (de 16, passei para 29) e o ganho de massa magra (de 21 para 23%). Eu já desconfiava que algum efeito essa nova rotina estava gerando, já que murchei nas minhas roupas mas, como o ponteiro da balança praticamente não mexeu, não sabia bem o que era.

A parte mais bacana de tudo, é que os resultados vieram sem que eu virasse rata de academia (apareço por lá três vezes na semana) e sem nenhum tipo de dieta altamente restritiva. Não tenho personal trainer, não corri pra uma nutricionista, não coloquei uma só colher de Whey Protein pra dentro. A motivação para que eu começasse a me exercitar foi a mais comum, as minhas roupas começaram a me rejeitar. Aquela calça do coração não cabia mais, os braços estavam estranhos, cheinhos. Além disso e mais importante, apesar de eu ser jovem, havia uma questão de saúde gritando. As cãimbras absurdas nas batatas da perna que me acordavam de madrugada, o fato de eu não conseguir subir três lances de escada sem ficar ofegante e a minha flexibilidade de senhora de 90 anos me preocupavam muito.

Não seria a primeira vez que eu tentaria criar uma rotina de exercícios. E essas derrotas anteriores ficam passando na cabeça como um filme, quando se trata de exercícios. Será que eu vou jogar dinheiro fora de novo? Lá vou eu comprar roupas novas pra motivar e depois conviver com elas me assombrando no armário. Eram os meus pensamentos mais frequentes.

No período pré-casamento eu me matriculei numa unidade da OX, que fica perto da minha casa e tem um valor de mensalidade intermediário (não é uma Smart Fit, mas não chega na Bodytech). Aguentei três meses. Poucas esteiras pra muita gente, tinha dia que eu não conseguia correr. Dois professores pra toda sala de musculação. Na verdade uma, já que o professor curtia mesmo era bater papo com os alunos. Resultado, era um sofrimento conseguir ser orientada, tirar dúvidas. Tentei a aula de spinning. Deus, isso não é pra mim. Todo o meu respeito para as pessoas que suportam aquela aula. Eu, enquanto uma sedentária, não aguentava 30 dos 60 minutos. Acabei abandonando.

Até que abriu uma unidade da rede Bikram Yoga perto de casa. Sempre quis fazer Yoga, era a minha chance. E ainda tinha um plus, como a aula era numa sala aquecida a quarenta graus (isso mesmo, quarenta graus), a promessa de um corpo desinchado era tentadora. As aulas têm uma hora e meia de duração e são muito puxadas, mesmo. Saía muito mais dolorida de lá, do que da musculação. Trabalha o corpo inteirinho. Só que essa temperatura não é das mais agradáveis. Você passa a aula inteira escorrendo de suor. Fora que a sequência de posições é a mesma toda aula. Enjoei. Longo demais, quente demais, repetido demais.

Depois desse breve histórico de tentativas frustradas, eu estava com medo de ficar pelo caminho de novo. Mas eu queria tentar e o meu corpo precisava que desse certo. Depois de muita pesquisa, eu estava perto de fechar um plano na Smart Fit. Pra quem não conhece, essa é uma rede de academias do Rio de Janeiro, que costuma cobrar menos de R$ 100,00 de mensalidade. Em contrapartida, oferecem um sala de musculação com poucos professores e os aparelhos mais comuns de aeróbico (o combo esteira / bicicleta / transport). Revendo o meu histórico, o fato de eu enjoo fácil da atividade foi o motivo mais forte dos meus abandonos. Eu precisava de mais opções para acabar com as minhas desculpas. Acabei fechando um plano semestral na Bodytech (com dor no coração, é caro demais). E fiz um acordo comigo, não importa para qual atividade, eu deveria aparecer lá pelo menos três vezes na semana. O quesito distância era um contra, a academia fica a 3km de casa. O resultado da primeira avaliação também não foram animadores, eu era uma falsa magra.

Pra motivação inicial, eu fiz o que toda mulher faz, comprei roupas novas (hehehe). E comecei como eu começo tudo na vida, intensa demais. Tentei ir todos os dias antes do trabalho. Isso significava acordar às 5:30h. Não funcionou. Tentei ir à noite, não funcionou. Até que cheguei no formato ideal da rotina, menos sede ao pote e mais constância. E passei a variar as atividades. Foi aí que a Bodytech mostrou o seu valor, a academia oferece MUITAS atividades. Nem a minha melhor desculpa ia vencer essa disputa. A quantidade de professores no salão de musculação também é um ponto positivo da rede. Pelo menos 7 pessoas circulam, corrigindo posturas e fazendo séries para os alunos.  Já fiz séries de musculação, aprendi a correr, passei pelo transport, desfilei o meu péssimo preparo físico na aula de localizada, amei cada aula de alongamento, sobrevivi a quarenta minutos e 5,5km de running e... Me reapaixonei pela Yoga.

 Foto: The Huffington Post

Não achei que uma academia pudesse oferecer uma aula de Yoga tão incrível. São cinquenta minutos, musiquinha zen, luz baixa, ar condicionado (fez toda a diferença na minha relação com a Yoga, calor nunca mais) e posições diferentes toda aula. Desde fevereiro, eu só quero isso. E foi isso que realmente fez efeito. Finalmente sinto meu corpo em harmonia. Recriei a relação com o meu corpo. Estou descobrindo as possibilidades, testando seus limites. Aprendi a respirar, melhorei a postura e toquei o meu pé (essas conquistas relativas à flexibilidade, pra uma pessoa que não tocava o joelho, têm um significado todo especial). Essa coisa de Yoga como filosofia de vida também me encanta. Aprender a viver o tempo presente. Ainda quero a minha barriga sequinha, mas descobri o mais importante, encontrar o prazer de movimentar o corpo. E você, já achou a atividade que te faz feliz?

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