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29
abr
2015

Essa semana os links são de temas humanos. Começo com um site que faz o meio de campo, promovendo empréstimos; depois te levo pra um link que fala do afeto no jornalismo; falo de um auto-retrato realista da maternidade, feito por uma ilustradora; de tudo o que não é destacado pela mídia brasileira; de solidariedade; e, finalmente, coloco cinco links que iluminarão a questão do transgênero. Espero que vocês curtam a viagem dessa semana e comentem o que acharam.

Já pensou em pegar emprestado ao invés de comprar? A Camila Carvalho, de 25 anos, criou uma plataforma on-line, chamada Tem Açúcar?, que faz o meio de campo entre quem precisa e quem pode emprestar. Em tempos de crise e de consumo desenfreado, pode ser uma boa forma de economia e desenvolvimento do senso comunitário. Confesso que teria dificuldade para emprestar e pegar roupas, sapatos e eletrodomésticos emprestados. Mas tô pensando seriamente em fazer isso com livros. Claro que temos aqueles do coração, que vão pra um lugar especial da estante e serão relidos diversas vezes ao longo da vida. Mas também esbarramos com livros que não nos tocam tanto ou que só são um entretenimento passageiro. Seria ótimo poder fazer as histórias e as energias circularem, não acham? Pra conhecer mais esse site, clique aqui.

Desde a minha época de faculdade, escuto que o jornalismo vai acabar. Era uma sentença difícil de ser escutada por uma estudante. Entrei na faculdade com todo o gás, cheguei a fazer estágio em rádio, mas fui ficando desmotivada ao longo do curso. Falta de confiança, ouvir demais as "verdades criadas" e não conseguir encontrar um caminho na profissão, me fizeram abandonar a escrita por muitos anos. Eu relacionava a profissão exclusivamente a temas sérios, a rotina de redação, tv ou estúdio de rádio. E por muito tempo, acreditei que não havia lugar pra mim nesse mundo.  E hoje, oito anos depois, aos poucos, vou reencontrando a minha vocação. O link da foto acima vai te levar para uma entrevista da Ana Holanda, editora-chefe da revista Vida Simples, onde ela fala sobre como o afeto pode ajudar o jornalismo. E essa revista vem sendo uma das grandes inspirações dessa nova etapa.

Desenhos sinceros relatam o primeiro ano de maternidade de uma ilustradora. As coisas não são tão românticas quanto a gente espera, o que não significa que não sejam maravilhosas, no amor e nas lições que aprendemos.

O problema não é o que vira notícia no Brasil, mas o que deixa de ser. Por menos "furos" ligados a ex-BBB's e por mais realidades do nosso país.

Você não precisa correr para ser voluntário de uma ONG. Você só precisa começar, por perto. Amparando sua família e seus amigos, sua comunidade.

Seria impossível não tocar no assunto mais comentado da semana, a entrevista de Bruce Jenner a Diane Sawyer, revelando que está passando por uma mudança de sexo e que vai viver como uma mulher. Bruce, que ganhou a medalha de ouro de decatlo nas Olimpíadas de 1976, mesmo separado de Kris Jenner, continua sendo a referência masculina da família Kardashians e por anos teve a sua vida exposta no reality show Keeping Up with the Kardashians. Acredito que sua atitude irá ajudar a milhões de pessoas que sofrem com a mesma questão. Primeiro, esclarecendo que a identidade de gênero e a orientação sexual são coisas diferentes, essas questões ainda são muito confundidas socialmente. Ele, inclusive, revela que não é gay. Segundo, por se permitir viver a vida em que acredita. Eu admiro a coragem de Bruce. Fora o fato de usar a sua fama para ajudar na discussão desse tabu. Espero criar os meus filhos para serem gente, para conviverem com gente. Espero ajudar a criar uma sociedade mais compreensiva e respeitosa com as diferenças. Que se respeite o espaço do outro, que cada um possa ser aquilo que é e permita ao outro ser como é. Inspirados por essa entrevista, os próximos cinco links serão dentro desse tema, transgênero:

Link para os principais trechos da entrevista (em inglês).

Principais momentos da entrevista, listados pelo EGO (em português).

Casal conta transição de gênero de filho de 5 anos.

 Pais captam em vídeo a tranformação do filho transgênero de 6 anos.

Pra fechar, dois exemplos brasileiros e suas histórias.

Pra pensar, respeitar, compartilhar, debater e evoluir.

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