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18
abr
2015

Fui criada para fazer as coisas bem feitas, desde muito pequena. Minha mãe tentou a todo custo me ensinar a colorir perfeitamente, dentro das linhas. Um tio me ajudava com os trabalhos da escola e me ensinava a fazer o meus cartazes esteticamente perfeitos. Eu sempre tive o hábito de passar os meus cadernos a limpo. Não só os da escola, como um caderno em que eu copiava as letras de música e suas traduções, muito antes da internet ser popular como hoje. Esse hábito fazia com que eu não precisasse estudar, criei uma memória visual muito desenvolvida. Esse hábito me ensinou muita coisa de inglês, a ponto de nas minhas aulas do Brasas, frequentadas nos últimos dois anos, eu lembrar da musica quando alguém citava determinada palavra. Isso me ajudou com a minha concentração, que nunca foi muito boa. Enquanto os professores falavam, eu precisava anotar para fixar. E isso me levou ao extremo, um preciosismo perigoso e muitas vezes inútil. Mas eu acredito que a gente tenha que frequentar os dois extremos de alguma coisa para alcançar o equilíbrio.

Hoje, aos 31, sinto que ele chegou. Entendi que nem sempre o perfeito é um trabalho impecável, o foco é sempre fazer com que funcione. Vivemos em um mundo corrido demais, as coisas só precisam funcionar. Se nesse funcionar, a perfeição seja parte essencial, excelente, vamos a ela. Outra coisa que eu realmente acredito, é que precisamos ser muito maduros pra alcançar a juventude real. Não existe discussão de idade nesse texto, tô falando de tornar a vida prazerosa, de não achar que um tropeço, um furo na roupa, uma machinha no sapato, o restaurante com fila de espera enorme, vão estragar tudo.

E é nessa minha busca de quebrar as verdades e regras que acumulei ao longo da vida, que eu reencontrei os livros de colorir. Sempre amei material de papelaria, juntava minhas moedas para ir até lá quando era pequena. E comprava de tudo, cartolina, vários tipos de papel. Fui uma criança muito criativa e umas das coisas que mais de doíam é que eu tinha deixado essa criatividade se perder, eu parei de escrever, de desenhar, de pintar. E achava que era isso, estava no mundo dos adultos, tinha que me matar de trabalhar. E nesse meu período sabático, eu venho me reencontrando aos poucos. Estou voltando a escrever aos poucos, estou lendo muito, voltei a pintar.

E entendi a loucura que esses livros causaram. A gente acha que não há tempo para a criatividade na fase adulta, esse livro resgata isso. Fora que, num mundo tão conectado, achar uma forma de desconectar e acalmar a mente, é trazer o paraíso pra casa. Esses momentos de desconexão fazem com que o mundo rode um pouco mais devagar e que a gente ande mais devagar. Trazem paz.

Dito isso, fiz uma seleção de livros para colorir. Várias opções, que vão além do Jardim Secreto ou do Floresta Encantada:

1 - Mãe, eu te amo - Com todas as cores; Autora - Christina Rose; Editora Best Seller.

2 - Grafites para colorir - Aprenda a desenhar como um grafiteiro profissional;  Autor: Gustavo Gili Brasil; Editora Gg Br

3 - Livro de colorir - desenhos de Andy Warhol - Autor: Andy Warhol, Editora DBA

4 - Mandala Coloring Book (não achei informações sobre autor ou editora. Está à venda no Submarino.com)

5 - Tesouros do Nilo - 35 mandalas no Egito Antigo; Autora: Nina Corbi; Editora Vergara & Riba

6 - Mandalas Art Noveau; Autor: Montserrat Vidal; Editora Vergara & Riba

7 - Mandalas Astecas - Desenhos Ancestrais para Colorir; Autora Lilian Luján; Editora Vergara & Riba

8 - Mandalas para Colorir; Autora: Marinice Valletta, Matrix Editora

9 - Flores Encantadas - Autora: Jenean Morrison; Bazar Editorial

Pra quem quer uma solução mais econômica, existem sites que disponibilizam mandalas para imprimir gratuitamente:

http://www.printmandala.com/

http://www.mandala-4free.de/en/index.htm

http://pt.hellokids.com/r_1100/desenhos-para-colorir/mandalas-para-colorir/mandalas-com-paises

O mais bacana desse último, é que você pode encontrar desenhos para crianças também. Ótima forma econômica de se divertir com os pequenos !

Mãos à obra?

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