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25
fev
2015

Eu sempre tive uma relação de amor e ódio com o Saia Justa. Ao longo de sua vida, o programa teve diversas trocas de apresentadoras e apresentadores, nem sempre bem sucedidas. Mas nenhuma delas me cativou como as quatro mulheres que comandam o programa desde 2013, Mônica Martelli, Bárbara Gancia, Astrid Fontenelle e Maria Ribeiro. E foi lá que eu pude conhecer melhor a Maria. Em alguns programas ela é legal, em outros ela é chata, dá boas contribuições para a discussão, parece uma menina imatura, parece uma velha. Muitas pessoas em uma só e isso me cativou. Quando soube que ela iria lançar um livro, reunindo as melhores crônicas dela publicadas na revista TPM, aguardei ansiosa. E não me decepcionei.

 Trinta e Oito e Meio (Língua Geral, 168 páginas, 35 reais) é pequeno, fino, delicado. As ilustrações da Rita Wainer são a cereja no bolo da delícia que é esse livro. Só durou dois dias na minha mão e, quando acabou, me deixou com gostinho de quero mais. Consumo, família, nudez, amizade, trabalho, medos... tá tudo ali, escrito de maneira tão honesta, tão suave. Tem Dostoiévski, tem Clarice Lispector, tem Avenida Brasil e Los Hermanos. O cult e o popular, tudo junto, num retrato de uma Maria que não parecer fazer tipo.

 “ Porque eu quero fazer tudo diferente.

Pra depois, talvez, sem perceber, acabar fazendo tudo igual.”

Recomendo muito!! Leitura leve, boa para aquelas fases da vida que não dá pra se dedicar muito a um livro. Você vai lendo uma crônica aqui, outra alí e, quando vê, acabou.

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